Inteligência Artificial a tecnologia mais exponencial já vista

Por Andressa Del Rey

Você conhece a Lei de Moore?

A lei de Moore é uma observação e projeção de uma tendência histórica relacionada a indústria de microchips e processamento de computadores. Foi observada por Gordon E. Moore em 1965, e consiste no estudo de que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore.


Podemos dizer que aqui estava o início do que chamamos de Inovação Exponencial. Temos vários casos de inovação exponencial no mundo digital, alguns exemplos, de uso democratizado, são as qualidades das câmeras fotográficas e os smartphones. Também podemos verificar a inovação exponencial das tecnologias de realidade aumentada, impressoras 3D, IOTs, por exemplo, que se tornam cada vez mais acessíveis e consumidas. Mas o que estamos acompanhando nos últimos 5 anos das tecnologias de Inteligência Artificial é uma velocidade incomparável traduzida em algumas estatísticas:

1) Investimentos de Capital de Risco: investimento total em Startups, no mundo, em 2019, foi de US$295 milhões de dólares, aproximadamente 13% deste valor foi destinado a Startups de Inteligência Artificial.


2) Previsão de crescimento econômico no mundo: segundo análises do site Statista.com, a previsão de crescimento do mercado de softwares de IA é de 154% para 2020, o equivalente a US$ 22,6 bilhões. Como mostra os dados, esse crescimento continua muito alto até 2025.


3) Resultados em projetos bem sucedidos: aqui é difícil escolher qual projeto citar. Um clássico para o Brasil, é o projeto da BIA do Bradesco, que iniciou em 2016 a implantar um chatbot de atendimento, na época eles tinham 10 mil ligações por dia e uma média de 10 minutos de espera para o cliente ser atendido. Mas a decisão foi colocar a interação do Chatbot para que os funcionários que atendiam os clientes utilizarem, treinarem e avaliarem as respostas do Chatbot. Nesta primeira entrega do projeto BIA, já com resultados surpreendentes também ao cliente final, as métricas ficaram em 94% das respostas atendidas pela BIA, 85% dos funcionários avaliaram sua experiência entre 3 e 5 estrelas. Em 2017 implantaram para clientes, e seguiram com pequenas entregas, primeiro atendimento na área aberta, depois na área logada do banco, seguiram implantando habilidades (localização de agencias, oferta de créditos, índices financeiros...) e canais de interação (WhatsApp, Facebook messenger, Google assistente...). A curva foi bem exponencial, olhem o gráfico abaixo:


Em maio de 2019, ultima vez que vi os números deste projeto, estavam em 123mm de interações, 95% de perguntas respondidas e 83% das avaliações acima de 3 estrelas.

Vale dizer que essa velocidade impressiona e traz a urgência de começar! Sim, porque quem começar primeiro, e seguir com a estratégia certa de entregas pequenas de curto prazo, rápidos aprendizados no caminho, e um roadmap determinado para um objetivo maior, pode atingir uma velocidade de crescimento dificilmente alcançada por concorrentes.

Isso me faz lembrar de um fator importante, é natural que a velocidade de um projeto de Inteligência Artificial tenha um início trabalhoso, com resultados aquém do ideal, é uma barreira a ser ultrapassada, fator citado como “Dissimulação” no framework de Peter Diamandis, conhecido como os 6 Ds (teoria encontrada no seu livro Bold: Oportunidades exponenciais - https://www.amazon.com.br/BOLD-Oportunidades-Exponenciais-Transformar-Problemas/dp/855080598X):

Digitalização - O primeiro passo é a digitalização de uma tecnologia que até então era predominantemente física. Dissimulação – Nessa fase inicial, a tecnologia exponencial passa por um período de crescimento dissimulado. O crescimento parece zero, mas o que está ocorrendo é a duplicação de múltiplos pequenos (0,01, 0,02, 0,04, 0,08...) e, por esse motivo, o crescimento parece imperceptível. Disrupção – A tecnologia alcança o “joelho" da curva exponencial e o crescimento se acelera. Quando isso ocorre, bastam, por exemplo, 20 duplicações para levar a nova tecnologia a um crescimento de 1.000.000 de vezes. Desmaterialização – Uma vez que a tecnologia se torna disruptiva, ela se desmaterializa. Em outras palavras, você não a tem nas mãos como um objeto físico. Aparelhos de GPS, máquinas fotográficas, agendas de contatos, blocos de notas, calculadoras científicas...a lista de objetos que se desmaterializaram em forma de apps no seu smartphone é longa. Desmonetização – Neste ponto, as novas tecnologias desmonetizam os modelos de negócio tradicionais, que resolviam o mesmo problema. A Wikipedia desmonetizou as enciclopédias físicas, como a inesquecível Barsa; o LinkedIn desmonetizou os cadernos de emprego dos jornais; o Airbnb vem desmonetizando as grandes redes de hotéis. Os exemplos são muitos. Democratização – O estágio final do ciclo é a democratização. Tecnologias antes acessíveis a poucos privilegiados, estão nas mãos de uma parte considerável da humanidade. O Medium democratiza a publicação editorial; o YouTube, a produção de conteúdo audiovisual; os Makerspaces, a manufatura. Se você é músico e tem um notebook com um software como o GarageBand instalado, pode gravar seu álbum com pouquíssimos custos e publicá-lo gratuitamente em serviços como o SoundCloud. É muito importante que o líder do projeto e da transformação digital, saiba lidar com a fase inicial e seguir com a visão de ganho futuro, e novamente, tenha a sua estratégia baseada em pequenas entregas que já consiga extrair valor.

A I2AI desenvolveu diversos cursos para capacitação destes líderes, desde conhecimento das Tecnologias de Inteligência Artificial, que seja suficiente para inspirar e conduzir os projetos (não precisa ser técnico para fazê-los), até capacitação para conduzir a estratégia da Transformação Digital. Vejam aqui minhas dicas para Julho/2020:

Conheça nosso Certificado I2AI AI Technologies Foundation

Conheça o Workshop de Transformação Digital.

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